segunda-feira, 2 de agosto de 2010

MANIFESTO.



Tinha tudo para dar errado. Era assim que alguns viam a ideia de um grupo de trabalhadores e trabalhadoras que, no fim da década de 1980, resolveram lançar a candidatura do Dr. Rosinha.

Enfiariam os pés pelas mãos sozinhos, naturalmente. Não foi o mesmo que disseram de Lula e do próprio PT? Sairiam da pista logo na primeira curva.

Transformar em 'político' um ex-trabalhador rural, servidor público, dirigente sindical? Quem pensam que são, quanta petulância!

E o Dr. Rosinha desde cedo demonstrou a ousadia — veja só — de bater de frente com os poderosos, os jagunços de colarinho branco que ainda transformam as casas legislativas deste país numa extensão de seus negócios privados.

Alguém que, num longínquo 1993, já caçava os fantasmas na Assembleia Legislativa do Paraná. Sim, que denunciava as injustiças e batia de frente com Aníbal Khury e companhia. “Onde já se viu?”, questionariam alguns. “Por acaso esse Dr. Rosinha não sabe que aqui quem sempre mandou fomos nós?”

Dr. Rosinha estava, portanto, fadado a não dar certo. Mas eis que —a vida tem destas coisas— sua trajetória é inarredável: passa de vereador a deputado do Estado, e do Paraná para o Congresso Nacional. Transforma-se num símbolo da luta por cidadania.

Contra toda e qualquer injustiça, contra tudo e contra todos, o cavaleiro da risonha e bonachona figura foi irredutível. Não se vendeu por trinta dinheiros, e ainda assim 'deu certo'. Um político que lá, no que nos parece uma distante Casa de Leis, tem a esperança de muitos de nós estampada no rosto. Repare bem: é isso o que você vai ver atrás daquela barba extravagante.

E a esperança, caríssimos, quando transformada em ação coletiva e organizada, faz diferença.

É a esperança que leva um político —um homem, um cidadão!— a abraçar as causas que muitos consideram malditas, as causas que mexem com os preconceitos mais ferrenhos que nos foram inculcados por uma sociedade desleal; as causas 'perdidas'.

É a esperança que leva um homem a defender os direitos civis dos homossexuais, os direitos dos sem-terra contra o grande latifúndio, os direitos da população negra, o direito ao teto de todos nós, o direito da mulher a tomar suas próprias decisões, os direitos das crianças, estudantes, trabalhadores. É a esperança de um mundo mais democrático que leva alguém a brigar pela integração de nações irmãs e contra a hegemonia dos países ricos, no Parlamento do Mercosul.

É a esperança de transformar o mundo num lugar melhor para se viver que leva um cidadão a lutar por saúde, educação, menor jornada de trabalho, transporte público decente. Entre outros, o direito de comprar um livro, um disco, ver um filme, passar o final de semana na praia, se divertir com os amigos depois do expediente, levar o filho ao estádio de futebol no domingo, sair à noite, namorar. Pequenos e grandes prazeres que nós queremos para todos, não apenas para uma minoria de poucos privilegiados.

O direito de sermos quem somos, com nossos defeitos e virtudes, nossos talentos e limitações. O direito de pensar num mundo para além da caixinha de alienação que eles, os jagunços, querem nos impor.

Com Lula, Dr. Rosinha ajudou a começar a construir este novo lugar. Mas há muito ainda a ser feito. Um bom lugar para se viver não é levantado do dia para a noite, de golpe único, dos destroços que nos acostumaram a chamar de vida. É preciso sensibilidade, trabalho, paciência.

Com Dilma presidente, o esforço por esse novo mundo, que aponte para uma sociedade socialista —sem explorados e sem exploradores—, continua. Dilma vai levar adiante o que Lula começou, e, como ele, terá a seu lado o escudeiro Dr. Rosinha. Um político que fez e faz diferença, que em tempos que talvez hoje nos pareçam remotos, ajudou a fundar o PT (ele é 1313, um petista puro-sangue).

Mais uma vez, não troque o certo pelo duvidoso. Não queremos a volta do passado recente de FHC, dos duros tempos, de quando o sonho havia acabado.

Dilma presidente! Dr. Rosinha deputado federal! Junte-se a eles, contra o retrocesso, e para o Brasil seguir mudando. Para a América do Sul seguir mudando.

Esta é uma outra história – sua, minha, nossa. De todos que fazem a diferença.

A HISTÓRIA DE UM VOTO!!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

COMÍCIO COM DILMA E LULA

Convidamos tod@s vocês, militantes, simpatizantes e suas famílias, para o nosso Esquenta antes do comício do próximo sábado (31). Nossa concentração está marcada para as 8h30 da manhã, na sede do Comitê 1313, localizado na esquina das ruas Doutor Faivre e Comendador Macedo, a três quadras da Reitoria da UFPR. Dali, por volta das 9 horas, vamos todos fazer um bandeiraço e partir em caminhada pela Rua das Flores rumo à Boca Maldita, onde acontece o comício com Dilma e Lula. Participe!

BIOGRAFIA DR. ROSINHA

Seu nome de registro é Florisvaldo Fier. Nascido em Rolândia, onde foi trabalhador rural, mudou-se em 1969 para Curitiba, onde estudou Medicina, na PUC do Paraná.
Depois de formado, trabalhou por vários anos em postos de saúde da periferia da capital paranaense. No trabalho, passou a conviver diariamente com as dificuldades enfrentadas pelas famílias de trabalhadores. Indignado com a dura situação de vida a que está submetida a maioria da população, Dr. Rosinha começou a atuar nos movimentos sociais. Foi um dos fundadores e diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismuc) e diretor do Centro Brasileiro de Estudos da Saúde.
Também participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no início dos anos 80.
Em 1988, apoiado pelo movimento social e sindical, foi eleito vereador de Curitiba, sendo o candidato mais votado do partido. No ano de 1990, venceu a eleição para deputado estadual. Na Assembléia Legislativa do Paraná, destacou-se pela defesa da moralização política, pela luta por transparência e fiscalização das ações desenvolvidas pelo governo estadual e prefeituras, pelo comprometimento com a defesa dos direitos dos trabalhadores e do meio ambiente e pelos direitos da mulher. Foi reeleito para o cargo em 1994 e, no novo mandato, a luta foi ampliada. Apoiou o pleito dos servidores públicos, professores, estudantes, trabalhadores sem-terra e sem-teto.
Em 1998, Dr. Rosinha foi eleito deputado federal pela população do Paraná, obtendo votos de 338 municípios paranaenses. Em Brasília, iniciou-se uma nova etapa de luta. Nas eleições de 2002, obteve uma votação histórica: mais de 124 mil votos. Nos últimos anos, foi presidente e secretário-geral da Comissão do Mercosul do Congresso Nacional. No início da campanha eleitoral de 2006, submeteu-se a uma cirurgia cardíaca. Apesar de ter feito apenas uma viagem de campanha, foi novamente reeleito, com mais de 69 mil votos.
Em 7 de maio de 2007 foi eleito vice-presidente do Parlamento do Mercosul (Parlasul). Exerceu a presidência da entidade de junho de 2008 até fevereiro de 2009.
Por três vezes presidiu delegações de observação eleitoral na Bolívia. A primeira em agosto de 2008, a segunda em janeiro de 2009 e a terceira em dezembro de 2009.
Em 6 de julho de 2010 Dr. Rosinha votou contra a aprovação do texto proposto pela Comissão parlamentar especial encarregada de debater as alterações no Código Florestal Brasileiro, da qual fez parte. O novo texto é motivo de discórdia e debate na sociedade.